terça-feira, 16 de outubro de 2012

Juízo de Paz em Vilela do Tâmega

Sabiam que Vilela do Tamega já teve em tempos um Juízo de Paz (integrado no julgado e comarca de Chaves)!...
No âmbito da minha profissão de advogado fui há uns dias atrás confrontado com o saber que em tempos de reinado, no século XIX  as freguesias tinham um juízo conciliatório onde eram eleitos pelo povo em assembleia de chefes de família.
Achei curioso como nesse tempo as freguesias tinham atribuições que ao longo das décadas  foram perdendo.
Pulsou-me a vontade de saber se a nossa freguesia também gozava de tal privilégio. Eis que sim!
Nem de propósito, numa data em que se discute a perda de soberania das freguesias, onde há 250 anos havia registo (civil) nas paróquias, há 150 anos julgados de paz,  há 50 anos  regedor e policiamento de freguesia, há 20 anos centro de saúde, há 10 anos escola primária, é curioso olharmos para a nossa história e percebermos como se vai esvaziando os serviços.
Nesse sentido andei a investigar no arquivo distrital de Vila Real e obtive um endereço que pode ter alguma curiosidade para os nossos leitores e seguidores.
Para quem queira estar mais informado sobre esta matéria deve seguir o endereço.

http://digitarq.advrl.dgarq.gov.pt/DetailsForm.aspx?id=1031787

PaulodaCunha

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Familia Barreira

Mário, Paulo, São, Alcina e Paulo
Também esta semana a família Barreira viu partir o saudoso pai Paulo Chaves Barreira.
Fica-nos a memória de um homem augusto. Muito respeitado e respeitador. Com gosto particular pelo cultivo das suas vinhas e pelo rodopio na colheita das suas uvas. Curiosamente esperou pela sua vindima e partiu!

João Barreira

Adélia, Teresa, João, Edite e Gina
O Sr. João Barreira na sua habitual boa disposição, juntamos esta fotografia para recordar os  momentos fraternos de convivio que  permitiu viver junto dos familiares e amigos.

sábado, 6 de outubro de 2012

VINDIMAS

Por esta altura todos andam aterefados com as vindimas!

Inflizmente poucas! E cada ano menos uvas!
Outrora vazadas em cestos, carregadas em dornas, agora em sacos...
Atrás do bago, no meio de vinhas onde se aparam os pinheiros.
O rancho já não faz corridas para os lagares. Viajam os cachos para adega cooperativa.
Porém com pouco mosto até as pipas servem de lenha para o inverno que espreita.
Que sociedade rural que em tão poucos anos perdeu o saber de décadas.

João da estrada em primeiro plano

domingo, 30 de setembro de 2012

Água!... um bem cada vez mais escasso

Senhoras e Senhores
Como sabem concidadãos desta freguesia a água é um bem escasso, cada vez mais escasso!
Dada a nossa civilização consumista, sendo a água um bem escasso e cada vez mais precioso, obriga-nos dia a dia a aumentar a procura e, com isto, cada vez mais transforma-la para ser consumida com qualidade.
Com isto o conceito de consumo doméstico tem vindo a ser alterado, já que com os novos tempos, vão saindo normas e regulamentações tuteladas pelo IRAR que exigem determinados tratamentos e procedimentos para que a água que sai nas nossas torneiras garanta padrões mínimos de qualidade e segurança.
A pretensão dos governos foi e, ainda é entregar este nicho às empresas públicas (EPAL, AGUAS DE PORTUGAL e outras mais pequenas que pertencem ao grupo como as ÁGUAS DE TRÁS-OS-MONTES) e de certo modo controlar este bem essencial.

Pois, no que nos diz respeito, a empresa ÁGUAS DE TRÁS-OS-MONTES faz a distribuição em alta e, vende à Junta de Freguesia de Vilela do Tâmega o m3 (1.000 litros de água) a 0,63€. A Junta de Freguesia ainda tem que distribuir esta água às populações, sendo certo que acarreta com todas as despesas de ligação e de manutenção como limpeza de depósitos, electricidade para bombagens, bombas e materiais adicionais, passadores, tubagens que rebentam, acessórios que partem, etc.
No passado a Junta de Freguesia como entidade gestora por protocolo teve prejuízos com a água de consumo doméstico. Mas os serviços públicos não devem dar prejuízos e o executivo fez alguns melhoramentos na captação e procurou equilibrar as contas. Tem conseguido com algum esforço.
Como compreenderão são necessárias análises periódicas que custam cerca 1.600,00€ por ano.
Os tratamentos andam na ordem dos 1.000,00€ por ano, isto tendo em conta que o executivo evita recorrer a uma empresa particular, que lhe custaria pelo menos 250,00€ mês mais IVA.
O ERSAR exige-nos agora um técnico superior para fazer o controlo.
As regras estão cada vez mais apertadas.
Este ano impõem-nos uma aproximação às tarifas praticadas a nível nacional.
Porém
No passado mês de Maio foi solicitado por este executivo a contenção nos consumos de água, uma vez que não podíamos continuar a aceitar tamanhas desconsiderações e abusos.
Ainda assim verificou-se durante o verão o exagerado consumo para as regas, tendo este executivo comprovado algumas situações que são verdadeiramente gravosas para todos nós. Reparem só nos meses de Julho e Agosto temos uma conta para pagar de cerca 1.287,06€ de água.
Ora isto torna a situação incomportável. As receitas correntes da Freguesia, para fazer face à qualidade e exigência do serviço de abastecimento público de água, são cada vez menores. Acrescer como agravante, os anos próximos que se advinham de redução orçamental.
Temos que decidir em consciência se queremos água tratada nas batatas e na relva ou queremos a água para suporte das nossas necessidades mais primárias.
Tem de haver uma consciencialização de todos nós de que o bem “ÁGUA” é escasso e  cada vez são maiores as dificuldades colectivas.
Este é o recado que todos nós temos que passar e exigir uns aos outros, para que possamos prolongar mais tempo a exploração, caso contrário entrará em rotura.
E a ser assim, obviamente teremos que entregar a água às empresas que estão ciosas pelo engodo e seremos todos a pagar a água mais cara.
Um apelo à consciência.
Paulo da Cunha

sábado, 29 de setembro de 2012

Inauguração da estrada para Moure

Gentes locais, Padre Silva, Presidente da Junta Jaquim Alves e Sr. Ministro que veio inaugurar a estrada
Na inauguração da colocação do asfalto na estrada de Moure há cinquenta anos.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

OLMOS

Para quem não conheceu o recreativo Largo do Olmos junto à igreja de Vilela a Srª Lurdes Machado, a residir na Suiça, facultou uma bela fotografia. O nosso obrigado.