Mais uma preciosidade!!!!
Será das últimas daquele tempo que por este tempo vinha a malhadeira para malhar o pão. Lembram-se das grandes medas que se faziam por aí... na capela, na eira do tio Domingos da Júlia, do tio Manuel Pinho, lá em cima na eira junto à casa tio Augusto Caco entre outras. Eram medas redondas que mais pareciam encostas de palha a embelezar os eirados. Neste periodo aproximava-se o pessoal, todos para ajudar: na meda a lançar os molhos, na malhadeira a cortar e chegar os molhos, a guiar a palha para a degranha, outros a carregar a palha e, os donos, esses como se fizesse parte do ritual, junto à maquina a controlar o cereal precioso que caía nos sacos cuidadosamente escolhidos para o acontecimento. Nada podia falhar. A máquina não esperava, o tempo era precioso e o processo tinha que ser bem encarrilhados por todos quantos apereciam. Malhadas atrás de malhadas o dia inteiro. Pairecia o espirito de entre ajuda! Mas no final, vinha a recompensa. De quando em vez uma bela merendola! Na sombra mais próxima estendia-se a toalha no chão e espalhavam o pão centeio ou a bola de carne, o presunto, sardinhas fritas ou atum de conserva, bacalhau desfiado com cebola, omeletes de linguiça ou cebola, umas azeitonas, sem faltar o vinho e a laranjada para a pequenada...!
*este video foi gentilmente cedido por Joaquim Barreira Machado



